sexta-feira, 27 de novembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
há coisas assim...
Correm notícias que na Alemanha, uma gerente bancária
a que deram o nome de “A bancária Robim dos Bosques”
desde 2003 a 2005 desviou 6,7 milhões de euros
de contas de ricos para depositar em contas de pobres,
pelo que foi condenada a 2 anos de prisão (com pena suspensa)
à reforma antecipada (leia-se desemprego) e à reposição do dinheiro
nas respectivas contas.
Fez mal! Ao contrário, era elevada à categoria de administradora
e recebia um chorudo prémio de mérito.
Cá, entre nós, era condecorada com a ordem da Comenda.
a que deram o nome de “A bancária Robim dos Bosques”
desde 2003 a 2005 desviou 6,7 milhões de euros
de contas de ricos para depositar em contas de pobres,
pelo que foi condenada a 2 anos de prisão (com pena suspensa)
à reforma antecipada (leia-se desemprego) e à reposição do dinheiro
nas respectivas contas.
Fez mal! Ao contrário, era elevada à categoria de administradora
e recebia um chorudo prémio de mérito.
Cá, entre nós, era condecorada com a ordem da Comenda.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Quadras Tortas
Ao jeito popular
Ai, ai, ai... este país!
E os Cotas na taberna...
sobre o caso da Moderna:
Ginja com flor de anis.
A freepot? Pode lá ser!
Devagar, devagarinho...
E quem lava o colarinho
aos aldrabões do poder?
Há na sela um inocente
preso por roubar um pão
- Agarra que vai ladrão!
Gritava assim toda a gente.
Porém, podeis esperar...
Que isto é destino ou é fado:
eles a roubar o estado;
e pumba... nós a pagar.
Quer tenham ou não razão...
olhai os da Face Oculta.
E há tanto filho da puta
a precisar de prisão.
A ironia continua
que a inversão é castiça:
o caso entrou na justiça
e o polícia foi prá rua...
digo-vos eu: - que se lixe.
Será melhor esquecer;
doutro modo faz doer...
E isto é bué da fixe.
Ai, ai, ai... este país!
E os Cotas na taberna...
sobre o caso da Moderna:
Ginja com flor de anis.
A freepot? Pode lá ser!
Devagar, devagarinho...
E quem lava o colarinho
aos aldrabões do poder?
Há na sela um inocente
preso por roubar um pão
- Agarra que vai ladrão!
Gritava assim toda a gente.
Porém, podeis esperar...
Que isto é destino ou é fado:
eles a roubar o estado;
e pumba... nós a pagar.
Quer tenham ou não razão...
olhai os da Face Oculta.
E há tanto filho da puta
a precisar de prisão.
A ironia continua
que a inversão é castiça:
o caso entrou na justiça
e o polícia foi prá rua...
digo-vos eu: - que se lixe.
Será melhor esquecer;
doutro modo faz doer...
E isto é bué da fixe.
sábado, 21 de novembro de 2009
Transfigurações
Cena Infantil 1
Jorge Ulisses -1982
trago-te de um tempo recordado
o vinho mais puro
penetrado no interior de todas as vivências
trago-te uma eira de imagens
os lugares mágicos da ilusão
as palavras meninas e sinceras
trago-te ainda o aroma das uvas
que ambos acolhemos e pisamos
no lagar mais íntimo da infância
álvaro de oliveira
in Transfigurações
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
A Joaninha
Quando em menino dizia:
joaninha vai pró ar
via tanta poesia
na joaninha a voar
O meu pai está em Lisboa
traz no teu colo o meu pai
joaninha voa, voa
voa joaninha vai...
Vai depressa joaninha
diz ao vento que és só minha
linda como uma flor
Em ti tanta poesia!
voar tanto, tanto queria
voar em ti meu amor.
joaninha vai pró ar
via tanta poesia
na joaninha a voar
O meu pai está em Lisboa
traz no teu colo o meu pai
joaninha voa, voa
voa joaninha vai...
Vai depressa joaninha
diz ao vento que és só minha
linda como uma flor
Em ti tanta poesia!
voar tanto, tanto queria
voar em ti meu amor.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Um Telefone Velho
Aqui estou eu. Um telefone velho:
Dispersos circuitos em quimera
E tendo como irmão um novo artelho
Sou ainda um criado à vossa espera.O artelho é doutra geração.
É moda que se estende a toda a idade
E anda por aí de mão em mão
A carpir destemperos de vaidade.
Sei que há mãos que me tocam de razão
Em gestos que são palavras da história
Mas as que me trabalham são de mel.
E dado agora à fria solidão
Registos que me gravam à memória
Já te disse quem sou. Meu pai é Bell.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
A Lareira Acesa
Ao fundo o alguidar, as mãos na talha
um gesto de amizade junto ao lume
e sobre a mesa estendes a toalha
onde em renda gravaste o nosso nome.
Na mesa o pão, a faca – alto relevo
a lareira acesa, o caldo na tigela
o sossego do lar e o doce enlevo
é uma nuvem de paz à luz da vela.
Um cálice de espinhos e auroras
um ramo de flores como quem ama
um filho a chorar como quem ri.
Tem esta casa as honras onde moras
o guarda roupa, o berço, a tua cama
um ninho de lençóis feito por ti.
um gesto de amizade junto ao lume
e sobre a mesa estendes a toalha
onde em renda gravaste o nosso nome.
Na mesa o pão, a faca – alto relevo
a lareira acesa, o caldo na tigela
o sossego do lar e o doce enlevo
é uma nuvem de paz à luz da vela.
Um cálice de espinhos e auroras
um ramo de flores como quem ama
um filho a chorar como quem ri.
Tem esta casa as honras onde moras
o guarda roupa, o berço, a tua cama
um ninho de lençóis feito por ti.
domingo, 15 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Sentir a Sede
antes da fonte
a quietude da água
e sereno é o orvalho
sobre os lírios azuis
nas mãos de minha mãe.
logo um cálice de seda
acode à secura dos lábios
na imprecisão dos dias
depois do resgate das mãos
vertidos olhos correm
sobre a água: os da tua ausência
e os de minha mãe.
a quietude da água
e sereno é o orvalho
sobre os lírios azuis
nas mãos de minha mãe.
logo um cálice de seda
acode à secura dos lábios
na imprecisão dos dias
depois do resgate das mãos
vertidos olhos correm
sobre a água: os da tua ausência
e os de minha mãe.
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